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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Educação: um pilar que sustenta o cidadão.



         O educador é aquele que educa. A educação envolve muitos aspectos como, por exemplo, o desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral; bem como a cortesia e a polidez. O professor é aquele que ensina e ensinar significa transmitir conhecimentos.
         Vivemos um período aqui no Brasil de confusão entre esses dois conceitos, entre essas duas práticas. O problema é grave. Não se pode simplesmente cobrar das crianças e dos adolescentes a responsabilidade por uma situação em que, claramente, são vítimas. As crianças e os adolescentes estão no mundo para receberem educação e conhecimento, e neste processo começam a educar e a produzir conhecimento também o que conduz ao processo de amadurecimento para a vida adulta.
         Temos um grave problema que necessita de um rompimento. Existem muitos pais que já vem sofrendo com um ensino enfraquecido desde a sua infância e lhes faltam esclarecimentos para avaliarem situações e proporem soluções. A qualidade do ensino nas escolas públicas decaiu demasiadamente entre as décadas de 60 e 80. Os pais disputavam vagas nos colégios (antigo científico) públicos da mesma forma que acontece hoje nas universidades públicas. Aqui nosso raciocínio sofre uma bifurcação inevitável e temos de considerar as duas linhas paralelas, vejamos os dois pontos a seguir:
·         Todos sabemos o que se passou no Brasil entre os anos 60 e 80. O governo militar habilmente promoveu uma decadência na qualidade do ensino público. É muito lógico do ponto de vista deles que com uma estratégia de guerra foi atingir o alicerce da oposição: a força da juventude esclarecida.
·         A queda na qualidade do ensino e uma superlotação nas salas de aula que só aumenta (no estado de São Paulo em 2015 foram fechadas mais de 250 salas de aula para uma demanda cada vez maior) apontam para um panorama de conflitos sociais entre pares que deveriam estar unidos (os cidadãos). Essas pessoas que se tornaram pais no início do século XXI, não sabem (salvo exceções) educar seus descendentes, seus filhos.
         As crianças estão entregues a uma realidade de falta de boas referências (a realidade das drogas já está institucionalizada) e falta de respeito pelos mais velhos, pelo seu semelhante, por si próprio e, consequentemente, por aqueles que não estão de acordo. Os pais dessas crianças que tiveram uma infância de privações acreditam que o máximo esforço de seu trabalho para proporcionar bens matéria aos seus filhos é o exemplo de boa educação (é de dar pena ver pais com roupas surradas comprando celulares e tablets modernos para crianças que acreditam que equipamentos de trabalho não passam de brinquedos).
         Consequentemente o problema só piora. O governo atual para angariar votos promove a subsistência de famílias e cobra das crianças apenas a frequência e não o aprendizado e o entendimento; sem formação não existe desenvolvimento pessoal, não existe desenvolvimento profissional e nem desenvolvimento social; é a mais pura e descarada exploração da pobreza. Para piorar aqui no estado de São Paulo alunos são aprovados sem aprender, e não venham colocar a culpa na escola não, pois, a demanda só aumenta e salas de aula são fechadas, alunos com péssimos rendimentos entram com recursos nas diretorias de ensino – e esses alunos que não provaram nada de aprendizagem durante todo o ano e que entram com o recurso também não tem que provar nada; é uma verdadeira inversão: o aluno ou seu responsável acusam uma indevida reprovação e o ônus da prova cabe à defesa; um absurdo jurídico.
         É preciso esclarecer que a função e o compromisso primeiros da escola são com a aprendizagem e a transmissão de conhecimento. A educação polida da gentileza e do respeito se aprende no seio familiar e no convívio com parentes e amigos. Enquanto as crianças frequentarem a escola para aprenderem boas maneiras a aprendizagem do conhecimento das ciências, das artes e das línguas continuará relegado para o segundo plano.
         É dever do estado garantir o desenvolvimento dos cidadãos para garantir a educação das crianças que possam ter a chance de amadurecer com qualidade e competência.
Dedicado à Silvia Aparecida Rezende Barreto (in memoriam) socióloga combativa e corajosa (por vezes intransigente) que foi corajosa até o último suspiro.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Água e eletricidade: outros pilares da sociedade.

      

         Escrevi outro dia afirmando que os cidadãos são pilares da sociedade, más não são os únicos. A sociedade necessita de água desde os tempos antigos, sempre necessitou de energia seja animal, vegetal, humana, solar, eólica e hídrica.
         Veja bem: a energia das pessoas sempre movimentou plantas, animais, terras, rochas e águas para a construção e o sustento das diferentes sociedades. Água e alimentos abastecem as pessoas. A energia solar é incorporada pelos vegetais na fotossíntese e alimenta toda a cadeia alimentar. A tração animal, a força da água  e do vento são formas de movimentar máquinas simples há alguns séculos. E a força dos ventos contribui para o processo de polinização, especialmente dos pinheiros hoje em dia, e em tempos antigos importantes na alimentação.
         Todas essas movimentações são formas de energia utilizadas com maior ou menor intensidade de diferentes formas em diferentes culturas, ou seja, em diferentes sociedades.
         A sociedade moderna atual depende intensamente da energia elétrica, todas as formas de energia conhecidas são transformadas em energia elétrica, sempre que possível e sempre que é viável - rentável.
         Os antigos talvez ficassem abismados com a tamanha ineficácia dos cérebros dos políticos brasileiros nestes tempos de século XXI. Há tempos já foram avisados por diferentes técnicos e especialistas, doutores e pesquisadores, e os problemas não foram devidamente trabalhados. Os trabalhos sempre foram adiados e o MEU DINHEIRO (seu dinheiro, nosso dinheiro) desviado em obras que NÃO solucionaram e nem mitigaram tais problemas.
         E sob a luz da razão, sob a falta de luz elétrica e sob a falta de água vemos o governo paulista colocar milhões de reais em uma obra que interliga a bacia do rio Paraíba do Sul (represa de Jaguari em Jacareí que esta abaixo dos 5% da capacidade*) com o sistema Cantareira (que opera com 5,01%, após subida recorde de 0,2% - de acordo com boletim da Sabesp*) para que a água não seja mais jogada fora quando estiverem cheios, más, que um sistema possa armazenar água no outro, sempre que necessário. *Dados de 06/02/2015 em http://www2.sabesp.com.br/mananciais/divulgacaopcj.aspx
         É uma expressão antiga que continua valendo: estão ligando quase nada  a muitíssimo pouco! Utilizando o MEU DINHEIRO (seu dinheiro, nosso dinheiro). Pois é, fácil fazer obras e compras com o dinheiro dos outros!!
        E enquanto o sr. Geraldo viaja para Brasília as  MINHAS CUSTAS e colocar a culpa no operador nacional do sistema (ONS), que definiu que a água armazenada no Jaguari fosse utilizada para gerar energia elétrica, os rios Tietê e Pinheiros continuam podres. O esgoto não é tratado, a água é imprestável para a captação – isso cheira ruim!!
         Falta água, existe um jogo de empurra de responsabilidades, técnicos e especialistas não receberam a devida credibilidade, gastam-se milhões para retirar água de reservatórios quase vazios, o meu dinheiro é desperdiçado, a bandeira vermelha não sai da conta de luz (no Brasil energia elétrica e água estão intimamente relacionadas) e a mesma bandeira vermelha vai aumentar.
         Por favor, políticos incompetentes e suas oposições incompetentes, MUITO AJUDA QUEM NÃO ATRAPALHA!! Não se metam a fazer o que não sabem.