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terça-feira, 3 de março de 2015

Falta de água, chuvas e dengue.



         Nós não vivemos um problema de falta de água, vivemos um problema de falta de vergonha na cara dos governantes em diversos níveis.
        Há muito as empresas de abastecimento alertam os prefeitos e governadores sobre possíveis problemas com o fornecimento de água. Os jornais têm noticiado graves vazamentos nos obsoletos encanamentos em diversas cidades do Brasil desde o ano passado. Perdas de água tratada em torno de 30% a 40%, dependendo do município, por vazamentos, ligações clandestinas, roubos e falta de medição. A incompetência que não resolve problemas de vazamento e a corrupção sua aliada que não pune as ligações clandestinas, roubos e falta de medição estão na raiz do problema. Além das perdas de água para o consumo também há perdas graves de informações para projeções futuras sobre captação (oferta) e demanda (consumo). A famosa lei da oferta e da procura (Adam Smith, século XVIII) e aqui no Brasil nós vivemos problemas anunciados de oferta de água no século XXI !!
         Recebemos uma propaganda diária sobre economia de água e muito pouco incentivo econômico para tanto, somos encorajados a construirmos cisternas e realmente é uma ótima solução ecológica e econômica. Más esta semana as chuvas tão pedidas em São Paulo mais uma vez causaram enchentes e prejuízos à propriedade privada por falta de obras do poder público (prefeitura, governo estadual e federal que devem se planejar, definir e dividir funções e executar as obras de preferência no período de estiagem). Os rios poluídos transbordaram doenças, rios que deveriam servir para matar a fome, através da pesca, de quem não tem alimento e que deveriam proporcionar lazer e práticas esportivas como o remo e a natação por exemplo. Muita chuva, muito prejuízo, muita água que poderia ser captada foi ignorada (há décadas isso acontece) e torneiras secas. Faltou água na residência do Geraldo? Faltou água no Palácio dos Bandeirantes? Qual o número de pessoas SOFREU com a falta de água nos condomínios de luxo? E ainda acreditam que falta água...lamentável. Esse é o poder da propaganda.
         Soma-se a acomodação proporcionada pela estiagem, com relação ao combate à dengue, com as chuvas acumuladas nos últimos meses, mais o descaso de muitas prefeituras com relação ao lixo e mato alto em terrenos e temos uma nova epidemia de dengue. Pessoas morrem; a iniciativa privada e as empresas e órgãos públicos sentem os prejuízos com os afastamentos por doença. As ações de conscientização, de nebulização e a soltura de machos (geneticamente modificados de Aedes aegypti, para reduzir a reprodução deste vetor) só ganham força quando estamos à beira da epidemia ou já dentro de um quadro de epidemia, onde pessoas sofrem com a falta de atendimento, falta de leitos e falta de sangue para transfusões. Historicamente aumentam os casos de dengue no período de chuvas, más pessoas pagam com a vida e empresas pagam com prejuízos pela incompetência do poder público em administrar ações periódicas, cíclicas e anunciadas. O poder emana do povo na democracia e nós temos a obrigação de fiscalizar e exigir que o nosso dinheiro seja bem gasto. Os governos NUNCA tiveram dinheiro, somos nós que damos dinheiro ao governo (seja municipal, estadual ou federal).
         Água existe, vergonha na cara desses políticos falta, preferem ouvir opiniões e tomar decisões políticas e não técnicas. Garantir o abastecimento é um trabalho de prevenção e não de emergência que possibilita obras sem licitações. Sejam honrados.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Educação: um pilar que sustenta o cidadão.



         O educador é aquele que educa. A educação envolve muitos aspectos como, por exemplo, o desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral; bem como a cortesia e a polidez. O professor é aquele que ensina e ensinar significa transmitir conhecimentos.
         Vivemos um período aqui no Brasil de confusão entre esses dois conceitos, entre essas duas práticas. O problema é grave. Não se pode simplesmente cobrar das crianças e dos adolescentes a responsabilidade por uma situação em que, claramente, são vítimas. As crianças e os adolescentes estão no mundo para receberem educação e conhecimento, e neste processo começam a educar e a produzir conhecimento também o que conduz ao processo de amadurecimento para a vida adulta.
         Temos um grave problema que necessita de um rompimento. Existem muitos pais que já vem sofrendo com um ensino enfraquecido desde a sua infância e lhes faltam esclarecimentos para avaliarem situações e proporem soluções. A qualidade do ensino nas escolas públicas decaiu demasiadamente entre as décadas de 60 e 80. Os pais disputavam vagas nos colégios (antigo científico) públicos da mesma forma que acontece hoje nas universidades públicas. Aqui nosso raciocínio sofre uma bifurcação inevitável e temos de considerar as duas linhas paralelas, vejamos os dois pontos a seguir:
·         Todos sabemos o que se passou no Brasil entre os anos 60 e 80. O governo militar habilmente promoveu uma decadência na qualidade do ensino público. É muito lógico do ponto de vista deles que com uma estratégia de guerra foi atingir o alicerce da oposição: a força da juventude esclarecida.
·         A queda na qualidade do ensino e uma superlotação nas salas de aula que só aumenta (no estado de São Paulo em 2015 foram fechadas mais de 250 salas de aula para uma demanda cada vez maior) apontam para um panorama de conflitos sociais entre pares que deveriam estar unidos (os cidadãos). Essas pessoas que se tornaram pais no início do século XXI, não sabem (salvo exceções) educar seus descendentes, seus filhos.
         As crianças estão entregues a uma realidade de falta de boas referências (a realidade das drogas já está institucionalizada) e falta de respeito pelos mais velhos, pelo seu semelhante, por si próprio e, consequentemente, por aqueles que não estão de acordo. Os pais dessas crianças que tiveram uma infância de privações acreditam que o máximo esforço de seu trabalho para proporcionar bens matéria aos seus filhos é o exemplo de boa educação (é de dar pena ver pais com roupas surradas comprando celulares e tablets modernos para crianças que acreditam que equipamentos de trabalho não passam de brinquedos).
         Consequentemente o problema só piora. O governo atual para angariar votos promove a subsistência de famílias e cobra das crianças apenas a frequência e não o aprendizado e o entendimento; sem formação não existe desenvolvimento pessoal, não existe desenvolvimento profissional e nem desenvolvimento social; é a mais pura e descarada exploração da pobreza. Para piorar aqui no estado de São Paulo alunos são aprovados sem aprender, e não venham colocar a culpa na escola não, pois, a demanda só aumenta e salas de aula são fechadas, alunos com péssimos rendimentos entram com recursos nas diretorias de ensino – e esses alunos que não provaram nada de aprendizagem durante todo o ano e que entram com o recurso também não tem que provar nada; é uma verdadeira inversão: o aluno ou seu responsável acusam uma indevida reprovação e o ônus da prova cabe à defesa; um absurdo jurídico.
         É preciso esclarecer que a função e o compromisso primeiros da escola são com a aprendizagem e a transmissão de conhecimento. A educação polida da gentileza e do respeito se aprende no seio familiar e no convívio com parentes e amigos. Enquanto as crianças frequentarem a escola para aprenderem boas maneiras a aprendizagem do conhecimento das ciências, das artes e das línguas continuará relegado para o segundo plano.
         É dever do estado garantir o desenvolvimento dos cidadãos para garantir a educação das crianças que possam ter a chance de amadurecer com qualidade e competência.
Dedicado à Silvia Aparecida Rezende Barreto (in memoriam) socióloga combativa e corajosa (por vezes intransigente) que foi corajosa até o último suspiro.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Água e eletricidade: outros pilares da sociedade.

      

         Escrevi outro dia afirmando que os cidadãos são pilares da sociedade, más não são os únicos. A sociedade necessita de água desde os tempos antigos, sempre necessitou de energia seja animal, vegetal, humana, solar, eólica e hídrica.
         Veja bem: a energia das pessoas sempre movimentou plantas, animais, terras, rochas e águas para a construção e o sustento das diferentes sociedades. Água e alimentos abastecem as pessoas. A energia solar é incorporada pelos vegetais na fotossíntese e alimenta toda a cadeia alimentar. A tração animal, a força da água  e do vento são formas de movimentar máquinas simples há alguns séculos. E a força dos ventos contribui para o processo de polinização, especialmente dos pinheiros hoje em dia, e em tempos antigos importantes na alimentação.
         Todas essas movimentações são formas de energia utilizadas com maior ou menor intensidade de diferentes formas em diferentes culturas, ou seja, em diferentes sociedades.
         A sociedade moderna atual depende intensamente da energia elétrica, todas as formas de energia conhecidas são transformadas em energia elétrica, sempre que possível e sempre que é viável - rentável.
         Os antigos talvez ficassem abismados com a tamanha ineficácia dos cérebros dos políticos brasileiros nestes tempos de século XXI. Há tempos já foram avisados por diferentes técnicos e especialistas, doutores e pesquisadores, e os problemas não foram devidamente trabalhados. Os trabalhos sempre foram adiados e o MEU DINHEIRO (seu dinheiro, nosso dinheiro) desviado em obras que NÃO solucionaram e nem mitigaram tais problemas.
         E sob a luz da razão, sob a falta de luz elétrica e sob a falta de água vemos o governo paulista colocar milhões de reais em uma obra que interliga a bacia do rio Paraíba do Sul (represa de Jaguari em Jacareí que esta abaixo dos 5% da capacidade*) com o sistema Cantareira (que opera com 5,01%, após subida recorde de 0,2% - de acordo com boletim da Sabesp*) para que a água não seja mais jogada fora quando estiverem cheios, más, que um sistema possa armazenar água no outro, sempre que necessário. *Dados de 06/02/2015 em http://www2.sabesp.com.br/mananciais/divulgacaopcj.aspx
         É uma expressão antiga que continua valendo: estão ligando quase nada  a muitíssimo pouco! Utilizando o MEU DINHEIRO (seu dinheiro, nosso dinheiro). Pois é, fácil fazer obras e compras com o dinheiro dos outros!!
        E enquanto o sr. Geraldo viaja para Brasília as  MINHAS CUSTAS e colocar a culpa no operador nacional do sistema (ONS), que definiu que a água armazenada no Jaguari fosse utilizada para gerar energia elétrica, os rios Tietê e Pinheiros continuam podres. O esgoto não é tratado, a água é imprestável para a captação – isso cheira ruim!!
         Falta água, existe um jogo de empurra de responsabilidades, técnicos e especialistas não receberam a devida credibilidade, gastam-se milhões para retirar água de reservatórios quase vazios, o meu dinheiro é desperdiçado, a bandeira vermelha não sai da conta de luz (no Brasil energia elétrica e água estão intimamente relacionadas) e a mesma bandeira vermelha vai aumentar.
         Por favor, políticos incompetentes e suas oposições incompetentes, MUITO AJUDA QUEM NÃO ATRAPALHA!! Não se metam a fazer o que não sabem.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

A sociedade moderna e a eletricidade.

         O atual estágio de desenvolvimento humano está intimamente relacionado com a eletricidade; países desenvolvidos têm altos índices de produção e consumo de energia.
         No Brasil esta questão está totalmente ligada com os reservatórios de água. Estamos enfrentando problemas em nosso país relacionados com a falta de água: historicamente no nordeste (que até hoje serve como força de pressão para uma exploração sobre as pessoas do semiárido), no centro-oeste, no sudeste (quem diria?) e enchentes intensas no norte; estas alterações se refletiram com temperaturas extremamente baixas no sul e falta de água também. Historicamente, pessoas de pouca visão, más ligadas aos governos, achavam que estavam resolvendo dois problemas com a construção de grandes barragens, estavam enganados; e não foi por falta de aviso!
        Alagamos grandes áreas, cidades históricas foram submersas, terras foram perdidas (terra é a única coisa que só valoriza, pergunte a um economista; é raríssimo uma terra se desvalorizar) com a ilusão de garantirmos a produção de energia elétrica para o desenvolvimento e assegurarmos reservas de água. Ficamos reféns de uma única grande fonte produtora de energia (e não foi por falta de aviso) e não temos a tal garantia de água e energia elétrica para a população, para o agronegócio e para a indústria.
         A região de Las Vegas é um exemplo um tanto antigo e atual e bem sucedido da transformação que a energia elétrica pode fazer: um local de deserto deu lugar à produção de energia elétrica a partir da luz solar resultando em intensa urbanização e desenvolvimento econômico. Outras regiões também secas prosperam com a utilização de energia elétrica e ainda mais se associadas a produção agrícola como na Jordânia, Qatar e Israel.
         E aqui no Brasil vamos na contramão da história: apagões, falta de diversidade de fontes de eletricidade, falta de água e custo dos alimentos em alta. Nosso modernismo está ameaçado: a população cresce, faltam água e alimento e o governo estimula o crescimento familiar (maior consumo de eletricidade); falta emprego, a economia está devagar, a indústria e o comércio não fazem grandes contratações, o governo não estimula a geração de emprego, aumenta a conta de luz e da gasolina; com o petróleo em baixa no mundo todo!

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Água: pilar da vida

       A vida é constituída por diferentes substâncias, e a água, atualmente, merece intensa atenção.
       Em primeiro lugar esta história de que falta água é a maior mentira, calma!
       Falta água na torneira, falta água nas represas e para a geração de energia elétrica. Sobra água poluída nos rios Tietê e Pinheiros na capital paulista, por exemplo. Agora pense: Falta água na esplanada dos ministérios? Falta água no Palácio do Planalto? Falta água no Palácio dos Bandeirantes - sede do governo paulista? Falta água na prefeitura de sua cidade? Se for cidade pequena com pouca reserva pode ser que sim, caso contrário, não!
       Também falta vergonha na face de muitos políticos que nem sabem o que estão fazendo no poder, estão pensando que o legislativo e o executivo são locais para arranjar algum dinheiro para quem não sabe fazer nada direito - que não seja mentir! E este é o cerne da questão que causa problemas de proporções monumentais: os problemas sociais que extrapolam para problemas ambientais agredindo a providência do nosso sustendo que é a natureza.
       Claro! A população precisa ter boa educação para manter a sociedade e a natureza em condições de garantir o sustento da própria população. Essa é a primeira obrigação de um governo: assegurar o bem estar de forma geral, que passa pela boa educação e todas as obras de infraestrutura, saúde e segurança. Más, quando vemos políticos prometendo o que não podem ou não sabem fazer, sem a menor vergonha em rede nacional de rádio e televisão a conclusão é instantânea: são sem vergonha. E isto é um perigo para a sociedade.
       Como já coloquei nos outros dois textos: a sociedade depende da natureza e a natureza que possa sustentar a sociedade depende desta.
       Vejam só a simplicidade para resolver um problema. A instalação de uma estação de tratamento de esgoto - ETE - e o bombeamento de água tratada acima do ponto de coleta de água pela estação de tratamento de água - ETA - têm importantes soluções (contribuições):
  1. A imediata redução da poluição do respectivo corpo d'água;
  2. Grande redução do volume total de água captada, já que boa parte retorna.
  3. Aumento do volume de água para a captação, já que o retorno é acima dela.
  4. Pequeno impacto no volume do corpo de água.
  5. Contribuição para a captação dos municípios abaixo deste ponto.
       Alguns especuladores podem dizer que o custo é alto, más trabalhar dentro da mesma bacia é mais barato do que bombear água de ou para outra bacia.
       Não falta água, falta trabalho e sobra água de rios poluídos.